domingo, 12 de agosto de 2007

Meu herói, meu bandido...

Nós estamos longe de ter uma relação Pai & Filha cinematográfica.
Não somos aqueeeele carinho exposto.
E temos atritos, mas nada que nos leve ao caos.
Houve um tempo em que tudo estava bem ruim... as coisas em casa, a nossa relação...
Houve uma época em que eu não entendia atitudes. Que eu não aceitava muita coisa.
Hoje nós conseguimos sentar e conversar.
Hoje eu consigo me sentir a mesma de quando a gente brincava de cócegas no joelho.
Hoje eu me lembro com carinho de andar com você de mãos dadas, molhada, com roupãozinho rosa e toca na cabeça, para comprar salgadinhos a granel, logo depois da natação de manhã.
Hoje eu tento dissipar a minha mágoa.
Eu reconheço as minhas partes que se parecem muito com você. Antes eu não queria ser tão parecida assim. Hoje eu aceito; aperfeiçouo [?] as coisas boas e tento me livrar das ruins.
E você nem sabe todas as coisas que eu já pensei. Sejam boas, sejam ruins.
E talvez você nem saiba o quanto eu te amo e assumo hoje.

Um dia eu ainda conseguirei dar aquele abraço de filme em você toda manhã e não só no segundo sábado de agosto e dia 6 de outubro.
Um dia eu conseguirei de beijar e dizer que te amo com a mesma frequencia que faço com a minha mãe.
E um dia eu vou te dar muito orgulho. Mesmo que eu ainda queira te cobrar muitas coisas.

Só quero cantar pra você que "nem você, nem niguém tá sozinho"!
E a sua filha - talvez não a melhor, mas sei que também não a pior - sempre estará aqui, buscando paciência, nossa amizade e cuidando de você.

FELIZ DIA DOS PAIS!
...isso tudo é algo parecido com o que eu gostaria de te dizer sempre que te abraço.

TE AMO.

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